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Prova Parnasianismo para o Enem | ENEM

Prova Parnasianismo para o Enem

📚 Simulado ENEM | Aluno ENEM | cód.14600

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🧪 Este Simulado ENEM foi elaborado da seguinte forma:

  • 📌 Categoria: Enem
  • 🏛️ Instituição: ENEM
  • 👔 Cargo: Aluno ENEM
  • 📚 Matéria: Parnasianismo
  • 🧩 Assuntos do Simulado:
  • 🏢 Banca Organizadora: . Bancas Diversas
  • ❓ Quantidade de Questões: 5
  • ⏱️ Tempo do Simulado: 15 minutos

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#186111
Banca
. Bancas Diversas
Matéria
Parnasianismo
Concurso
ENEM
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(1,0) 1 - 

Abrimos o Brasil a todo o mundo: mas queremos que o Brasil seja Brasil! Queremos conservar a nossa raça, a nossa história, e, principalmente, a nossa língua, que é toda a nossa vida, o nosso sangue, a nossa alma, a nossa religião.
BILAC, O. Últimas conferências e discursos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1927
Nesse trecho, Olavo Bilac manifesta seu engajamento na constituição da identidade nacional e linguística, ressaltando a

  • a) transformação da cultura brasileira.
  • b) religiosidade do povo brasileiro.
  • c) abertura do Brasil para a democracia.
  • d) importância comercial do Brasil.
  • e) auto referência do povo como brasileiro.
#186112
Banca
. Bancas Diversas
Matéria
Parnasianismo
Concurso
ENEM
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(1,0) 2 - 

A Esbraseia o Ocidente na agonia O sol... Aves em bandos destacados, Por céus de ouro e púrpura raiados, Fogem... Fecha-se a pálpebra do dia... Delineiam-se além da serrania Os vértices de chamas aureolados, E em tudo, em torno, esbatem derramados Uns tons suaves de melancolia. Um mundo de vapores no ar flutua... Como uma informe nódoa avulta e cresce A sombra à proporção que a luz recua. A natureza apática esmaece... Pouco a pouco, entre as árvores, a lua Surge trêmula, trêmula... Anoitece. CORRÊA, R. Disponível em: www.brasiliana.usp.br. Acesso em: 13 ago. 2017.
Composição de formato fixo, o soneto tornou-se um modelo particularmente ajustado à poesia parnasiana. No poema de Raimundo Corrêa, remete(m) a essa estética

  • a) as metáforas inspiradas na visão da natureza.
  • b) a ausência de emotividade pelo eu lírico.
  • c) a retórica ornamental desvinculada da realidade.
  • d) o uso da descrição como meio de expressividade.
  • e) o vínculo a temas comuns à Antiguidade Clássica.
#186113
Banca
. Bancas Diversas
Matéria
Parnasianismo
Concurso
ENEM
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(1,0) 3 - 

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!


ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como

  • a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.
  • b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e rutilância” e “influência má dos signos do zodíaco”.
  • c) a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância” e “frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do homem.
  • d) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética, e o desconcerto existencial.
  • e) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.
#186114
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Parnasianismo
Concurso
ENEM
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(1,0) 4 - 

TEXTO I É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco. é um pouco sozinho E um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol É peroba-do-campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o matita-pereira
TOM JOBIM, Águas de março. O Tom de Jobim e o tal de João Bosco (disco de bolso) Salvador Zen Produtora 1972 (fragmento)
TEXTO II A inspiração súbita e certeira do compositor serve ainda de exemplo do lema antigo: nada vem do nada. Para ninguém, nem mesmo para Tom Jobim. Duas fontes são razoavelmente conhecidas. A primeira é o poema O caçador de esmeraldas, do mestre parnasiano Olavo Bilac: "Foi em março, ao findar da chuva, quase à entrada/ do outono, quando a terra em sede requeimada/ bebera longamente as águas da estação [...]". E a outra é um ponto de macumba, gravado com sucesso por J. B. Carvalho, do Conjunto Tupi: “É pau, é pedra, é seixo miúdo, roda a baiana por cima de tudo". Combinar Olavo Bilac e macumba já seria bom; mas o que se vê em Águas de março vai muito além: tudo se transforma numa outra coisa e numa outra música, que recompõem o mundo para nós.
NESTROVSKI, A. O samba mais bonito do mundo. In Três canções de Tom Jobim. São Paulo. Cosac Naify. 2004
Ao situar a composição no panorama cultural brasileiro, o Texto II destaca o(a)

  • a) diálogo que a letra da canção estabelece com diferentes tradições da cultura nacional.
  • b) singularidade com que o compositor converte referências eruditas em populares.
  • c) caráter inovador com que o compositor concebe o processo de criação artística.
  • d) relativização que a letra da canção promove na concepção tradicional de originalidade.
  • e) resgate que a letra da canção promove de obras pouco conhecidas pelo público no pais.
#186115
Banca
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Parnasianismo
Concurso
ENEM
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(1,0) 5 - 

A nossa emotividade literária só se interessa pelos populares do sertão, unicamente porque são pitorescos e talvez não se possa verificar a verdade de suas criações. No mais é uma continuação do exame de português, uma retórica mais difícil, a se desenvolver por este tema sempre o mesmo: Dona Dulce, moça de Botafogo em Petrópolis, que se casa com o Dr. Frederico. O comendador seu pai não quer porque o tal Dr. Frederico, apesar de doutor, não tem emprego. Dulce vai à superiora do colégio de irmãs. Esta escreve à mulher do ministro, antiga aluna do colégio, que arranja um emprego para o rapaz. Está acabada a história. É preciso não esquecer que Frederico é moço pobre, isto é, o pai tem dinheiro, fazenda ou engenho, mas não pode dar uma mesada grande. Está aí o grande drama de amor em nossas letras, e o tema de seu ciclo literário.
BARRETO, L. Vida e morte de MJ Gonzaga de Sá.Disponível em: www.brasiliana.usp.br. Acesso em: 10 ago. 2017.
Situado num momento de transição, Lima Barreto produziu uma literatura renovadora em diversos aspectos. No fragmento, esse viés se fundamenta na

  • a) releitura da importância do regionalismo.
  • b) ironia ao folhetim da tradição romântica.
  • c) desconstrução da formalidade parnasiana.
  • d) quebra da padronização do gênero narrativo.
  • e) rejeição à classificação dos estilos de época.