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#24991
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Polícia Militar-MS
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Soldado da Polícia Militar
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Português
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(1,0)

Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Rubem Braga é caracterizado pelo autor como um:

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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. (1o parágrafo) A palavra empregada no texto que tem o mesmo sentido da grifada na frase acima é:

#24989
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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 
na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 
com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 
gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 
um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 
feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 
casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.
Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 
falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,
a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 
Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 
que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 
artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento
encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de
intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.
À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 
franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 
fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se
alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada
sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 
manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre
compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao
pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.
Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 
sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com
a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração
da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 
Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 
País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento
de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,
pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser
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(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Se considerarmos a substituição dos elementos grifados pelos elementos entre parênteses ao final da frase, o ver- bo que deverá permanecer no singular está em

#24956
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

 

A substituição de “eqüitativo” (L.22) por equânime mantém a correção gramatical e as idéias originais do período.

#24955
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

 

Pelos sentidos do texto, o termo “dela” (L.16) refere-se a “cultura” (L.12).

#24954
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

 

O emprego da vírgula após “desenvolvimento” (L.13) justifica-se para marcar a anteposição de oração subordinada reduzida de particípio.

#24953
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(1,0)

Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

 

Nas linhas 3 e 4, em “as das” e “as dos”, subentende-se a elipse da palavra “culturas”.

#24952
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

 

Na linha 2, a forma verbal “pressupõem” está flexionada no plural para concordar com “expressões culturais”.

#24951
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(1,0)

Em relação às idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

 

Mantém-se a correção gramatical do período substituindo-se “seus” (l.14) por cujos.

#24950
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Em relação às idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

 

A vírgula logo após a palavra “expressão” (L.4) justifica-se por isolar aposto explicativo.

#24949
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Em relação às idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

 

Em “se estiverem” (L.2), o “se” indica emprego da voz passiva sintética, o que contribui para a impessoalização do texto.

#24948
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(1,0)

Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.

 

Na linha 2, a eliminação da preposição “com”, que se segue à forma verbal “rompendo”, cujo significado no contexto é o de afastar; desfazer; eliminar, prejudicaria a correção gramatical do período em que se encontra.

#24947
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(1,0)

Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.

 

O vocábulo “cotidiana” (L.3) pode ser corretamente substituído por quotidiana.

#24946
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Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.

 

De acordo com o autor do texto, o ser humano está tão absorto na execução de suas atividades diárias que não lhe sobra tempo para o ócio, o lazer, a festa.

#24945
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(1,0)

 

Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.

 

No texto, o vocábulo “metamorfose” (L.11) tem o sentido de alteração de forma, referindo-se, portanto, a características corporais.