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#24363
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Contabilidade Pública
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(1,0)

Em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, qual dos documentos abaixo deverá ser assinado pelo Controlador Interno?

#24362
Concurso
DETRAN-RJ
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EXATUS
Matéria
Contabilidade Pública
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(1,0)

O Sistema de Controle Interno das Entidades Governamentais é mantido:

#24361
Concurso
DETRAN-RJ
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EXATUS
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Contabilidade Pública
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Como é apurado no Balanço Orçamentário das Entidades Públicas a Economia Orçamentária?

#24360
Concurso
CONDER-BA
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FGV
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Português
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(1,0)

O abalo dos muros

No próximo ano, completam-se 20 anos da queda do Muro

de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois

sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio

de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes

dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos

holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova

Amsterdã deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto

pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não

há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o

dogma da imaculada concepção do livre mercado como única

panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia

do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.

Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens

e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os

ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena

do “menos Estado e mais iniciativa privada”. Na hora da crise,

apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$

700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo

consumido em um ano naquele país) a serem injetados para

anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente

para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com

os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos

últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854

milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral

da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e

Alimentação).

Quem pagará a fatura do Proer usamericano? A resposta é

óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11

milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à

construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não

terão como honrar os direitos de milhões de aposentados,

sobretudo de quem investiu em previdência privada.

A restrição do crédito tende a inibir a produção e o

consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de

molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob

regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de

controle político da economia, e não mais o controle da política

pela economia, como ocorre no neoliberalismo.

Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do

caráter industrial do capitalismo. Nomes como Ford, Rockefeller,

Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores,

desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede

de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do

parque industrial para a Bolsa de Valores.

Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima

associação entre informação e especulação e apontaria as

contradições culturais do capitalismo: o ascetismo

(= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os

valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta

das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em

antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das

relações econômicas e sociais.

Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais

liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes,

o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O

cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não. O

fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual

(real para apenas um terço da humanidade)? Também não.

Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises

financeiras, e sim pela exclusão – de acesso a bens essenciais

de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e

educação – de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de

pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a

pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.

Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo

possível, economicamente justo, politicamente democrático e

ecologicamente sustentável.

 

(Frei Betto. Folha de São Paulo, 6 de outubro de 2008.)

Em “o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista” (L.52-53), a palavra entre parênteses, em relação ao sentido da anterior, o:

#24359
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O abalo dos muros

No próximo ano, completam-se 20 anos da queda do Muro

de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois

sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio

de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes

dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos

holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova

Amsterdã deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto

pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não

há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o

dogma da imaculada concepção do livre mercado como única

panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia

do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.

Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens

e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os

ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena

do “menos Estado e mais iniciativa privada”. Na hora da crise,

apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$

700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo

consumido em um ano naquele país) a serem injetados para

anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente

para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com

os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos

últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854

milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral

da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e

Alimentação).

Quem pagará a fatura do Proer usamericano? A resposta é

óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11

milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à

construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não

terão como honrar os direitos de milhões de aposentados,

sobretudo de quem investiu em previdência privada.

A restrição do crédito tende a inibir a produção e o

consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de

molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob

regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de

controle político da economia, e não mais o controle da política

pela economia, como ocorre no neoliberalismo.

Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do

caráter industrial do capitalismo. Nomes como Ford, Rockefeller,

Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores,

desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede

de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do

parque industrial para a Bolsa de Valores.

Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima

associação entre informação e especulação e apontaria as

contradições culturais do capitalismo: o ascetismo

(= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os

valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta

das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em

antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das

relações econômicas e sociais.

Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais

liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes,

o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O

cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não. O

fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual

(real para apenas um terço da humanidade)? Também não.

Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises

financeiras, e sim pela exclusão – de acesso a bens essenciais

de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e

educação – de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de

pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a

pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.

Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo

possível, economicamente justo, politicamente democrático e

ecologicamente sustentável.

 

(Frei Betto. Folha de São Paulo, 6 de outubro de 2008.)


Em relação à estrutura e à produção de sentidos do texto, analise os itens a seguir: 

I. A expressão rua do Muro (L.4) ajuda a evidenciar a idéia estabelecida no título. 

II. As idéias se construíram também com a estratégia textual da comparação. 

III. Ocorre, como estratégia expositiva e argumentativa, uso da ironia. 

Assinale:

#24358
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O abalo dos muros

No próximo ano, completam-se 20 anos da queda do Muro

de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois

sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio

de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes

dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos

holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova

Amsterdã deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto

pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não

há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o

dogma da imaculada concepção do livre mercado como única

panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia

do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.

Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens

e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os

ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena

do “menos Estado e mais iniciativa privada”. Na hora da crise,

apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$

700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo

consumido em um ano naquele país) a serem injetados para

anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente

para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com

os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos

últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854

milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral

da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e

Alimentação).

Quem pagará a fatura do Proer usamericano? A resposta é

óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11

milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à

construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não

terão como honrar os direitos de milhões de aposentados,

sobretudo de quem investiu em previdência privada.

A restrição do crédito tende a inibir a produção e o

consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de

molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob

regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de

controle político da economia, e não mais o controle da política

pela economia, como ocorre no neoliberalismo.

Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do

caráter industrial do capitalismo. Nomes como Ford, Rockefeller,

Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores,

desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede

de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do

parque industrial para a Bolsa de Valores.

Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima

associação entre informação e especulação e apontaria as

contradições culturais do capitalismo: o ascetismo

(= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os

valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta

das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em

antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das

relações econômicas e sociais.

Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais

liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes,

o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O

cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não. O

fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual

(real para apenas um terço da humanidade)? Também não.

Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises

financeiras, e sim pela exclusão – de acesso a bens essenciais

de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e

educação – de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de

pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a

pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.

Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo

possível, economicamente justo, politicamente democrático e

ecologicamente sustentável.

 

(Frei Betto. Folha de São Paulo, 6 de outubro de 2008.)

“Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho.” (L.39-40) 

“Colocar as barbas de molho” significa:

#24355
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Painel do leitor (Carta do leitor) 

Resgate no Chile 

Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo de uma mina de cobre e ouro no Chile. 
Um a um os mineiros soterrados foram içados com sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cumprimentando seus companheiros de trabalho. Não se pode esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos, Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamento, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E, também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demonstrando coragem e desprendimento, desceram na mina para ajudar no salvamento.

(Douglas Jorge; São Paulo, www.folha.com.br painel do leitor – 17/10/2010) 

 

No 2º§, em “ofereceram à equipe chilena de salvamento,...”, o emprego do acento grave:

#24352
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Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com outros acho que nem se misturam (...) Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância.

Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem... 

(Guimarães Rosa. Apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2003. p. 139)

Considerando as ideias expressas no texto pode-se inferir que

#24350
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“’É um atentado às liberdades constitucionais!’”


Na frase acima, utilizou-se corretamente o acento grave para indicar a crase. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

#24349
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Assinale a alternativa em que se tenha optado corretamente por utilizar ou não o acento grave indicativo de crase.

#24348
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Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas.

#24347
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Dizia, em meio a outras coisas, que sem crítica não se

pode desenvolver um gosto, pois que ele é uma

construção. Em outras palavras: ausente o espírito crítico,

passa a valer tudo – inclusive as empulhações do nosso

tempo, como a promoção da subliteratura, o horror

musical, a infâmia generalizada na área das artes plásticas

etc. E, dias depois, li um livro – “A literatura e os deuses” –

que me iluminou particularmente sobre essas questões.

A falta de crítica (portanto, de uma educação bem

fundamentada) impede, entre outras coisas, uma clara

visão da cultura e da arte. Ficamos meio cegos, incapazes

de perceber seja o que for acima da mediocridade. E aqui

entra o livro a que me referi, abordando episódio contado

por Apolônio de Rodes sobre os argonautas.

Então eles, os heróis, chegaram a uma ilha deserta

chamada Tinis, ao alvorecer. Estenderam?se na praia para

descansar – e eis que surge o deus Apolo: “Áureos cachos

flutuavam, enquanto avançava; na mão esquerda

segurava um arco de prata, às costas levava uma aljava; e,

sob os seus pés, toda a ilha fremia, e as ondas se

agigantavam na praia.” Quando o deus se vai, voando

sobre o oceano, os heróis, por sugestão de Orfeu,

consagram?lhe a ilha e oferecem?lhe um sacrifício.

Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão,

todos sentem idêntico terror, todos colaboram na

construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem

argonautas, se não existem mais testemunhas de tal

experiência?”

Os heróis puderam ver Apolo porque tinham seus

espíritos preparados para o que está além do terrestre e

imediato. Apolo é o patrono das artes, o deus da

inspiração, entre outras coisas. Em terra de gente que lê

sem ler, que ouve sem ouvir, que vê sem ver, ele costuma

permanecer invisível. Como no Brasil, cujos gestores e

políticos promovem apenas o entretenimento vazio,

relegando ao ostracismo a Educação e as Artes –

temerosos de que o eleitor venha a ser um dia capaz de

olhares altos e lúcidos como os dos argonautas...

 

(Ruy Espinheira Filho. Adaptado)

Assinale alternativa em que a forma verbal sublinhada funciona como substantivo.

#24343
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Dizia, em meio a outras coisas, que sem crítica não se

pode desenvolver um gosto, pois que ele é uma

construção. Em outras palavras: ausente o espírito crítico,

passa a valer tudo – inclusive as empulhações do nosso

tempo, como a promoção da subliteratura, o horror

musical, a infâmia generalizada na área das artes plásticas

etc. E, dias depois, li um livro – “A literatura e os deuses” –

que me iluminou particularmente sobre essas questões.

A falta de crítica (portanto, de uma educação bem

fundamentada) impede, entre outras coisas, uma clara

visão da cultura e da arte. Ficamos meio cegos, incapazes

de perceber seja o que for acima da mediocridade. E aqui

entra o livro a que me referi, abordando episódio contado

por Apolônio de Rodes sobre os argonautas.

Então eles, os heróis, chegaram a uma ilha deserta

chamada Tinis, ao alvorecer. Estenderam?se na praia para

descansar – e eis que surge o deus Apolo: “Áureos cachos

flutuavam, enquanto avançava; na mão esquerda

segurava um arco de prata, às costas levava uma aljava; e,

sob os seus pés, toda a ilha fremia, e as ondas se

agigantavam na praia.” Quando o deus se vai, voando

sobre o oceano, os heróis, por sugestão de Orfeu,

consagram?lhe a ilha e oferecem?lhe um sacrifício.

Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão,

todos sentem idêntico terror, todos colaboram na

construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem

argonautas, se não existem mais testemunhas de tal

experiência?”

Os heróis puderam ver Apolo porque tinham seus

espíritos preparados para o que está além do terrestre e

imediato. Apolo é o patrono das artes, o deus da

inspiração, entre outras coisas. Em terra de gente que lê

sem ler, que ouve sem ouvir, que vê sem ver, ele costuma

permanecer invisível. Como no Brasil, cujos gestores e

políticos promovem apenas o entretenimento vazio,

relegando ao ostracismo a Educação e as Artes –

temerosos de que o eleitor venha a ser um dia capaz de

olhares altos e lúcidos como os dos argonautas...

 

(Ruy Espinheira Filho. Adaptado)

"Comenta o autor do livro: 'Todos têm a mesma visão, todos sentem idêntico terror, todos colaboram na construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem argonautas, se não existem mais testemunhas de tal experiência? '"


Com relação à pergunta formulada no fragmento acima, é correto afirmar que

#24342
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Dizia, em meio a outras coisas, que sem crítica não se

pode desenvolver um gosto, pois que ele é uma

construção. Em outras palavras: ausente o espírito crítico,

passa a valer tudo – inclusive as empulhações do nosso

tempo, como a promoção da subliteratura, o horror

musical, a infâmia generalizada na área das artes plásticas

etc. E, dias depois, li um livro – “A literatura e os deuses” –

que me iluminou particularmente sobre essas questões.

A falta de crítica (portanto, de uma educação bem

fundamentada) impede, entre outras coisas, uma clara

visão da cultura e da arte. Ficamos meio cegos, incapazes

de perceber seja o que for acima da mediocridade. E aqui

entra o livro a que me referi, abordando episódio contado

por Apolônio de Rodes sobre os argonautas.

Então eles, os heróis, chegaram a uma ilha deserta

chamada Tinis, ao alvorecer. Estenderam?se na praia para

descansar – e eis que surge o deus Apolo: “Áureos cachos

flutuavam, enquanto avançava; na mão esquerda

segurava um arco de prata, às costas levava uma aljava; e,

sob os seus pés, toda a ilha fremia, e as ondas se

agigantavam na praia.” Quando o deus se vai, voando

sobre o oceano, os heróis, por sugestão de Orfeu,

consagram?lhe a ilha e oferecem?lhe um sacrifício.

Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão,

todos sentem idêntico terror, todos colaboram na

construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem

argonautas, se não existem mais testemunhas de tal

experiência?”

Os heróis puderam ver Apolo porque tinham seus

espíritos preparados para o que está além do terrestre e

imediato. Apolo é o patrono das artes, o deus da

inspiração, entre outras coisas. Em terra de gente que lê

sem ler, que ouve sem ouvir, que vê sem ver, ele costuma

permanecer invisível. Como no Brasil, cujos gestores e

políticos promovem apenas o entretenimento vazio,

relegando ao ostracismo a Educação e as Artes –

temerosos de que o eleitor venha a ser um dia capaz de

olhares altos e lúcidos como os dos argonautas...

 

(Ruy Espinheira Filho. Adaptado)

A menção de um livro no primeiro parágrafo do texto tem a função textual de

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Dizia, em meio a outras coisas, que sem crítica não se

pode desenvolver um gosto, pois que ele é uma

construção. Em outras palavras: ausente o espírito crítico,

passa a valer tudo – inclusive as empulhações do nosso

tempo, como a promoção da subliteratura, o horror

musical, a infâmia generalizada na área das artes plásticas

etc. E, dias depois, li um livro – “A literatura e os deuses” –

que me iluminou particularmente sobre essas questões.

A falta de crítica (portanto, de uma educação bem

fundamentada) impede, entre outras coisas, uma clara

visão da cultura e da arte. Ficamos meio cegos, incapazes

de perceber seja o que for acima da mediocridade. E aqui

entra o livro a que me referi, abordando episódio contado

por Apolônio de Rodes sobre os argonautas.

Então eles, os heróis, chegaram a uma ilha deserta

chamada Tinis, ao alvorecer. Estenderam?se na praia para

descansar – e eis que surge o deus Apolo: “Áureos cachos

flutuavam, enquanto avançava; na mão esquerda

segurava um arco de prata, às costas levava uma aljava; e,

sob os seus pés, toda a ilha fremia, e as ondas se

agigantavam na praia.” Quando o deus se vai, voando

sobre o oceano, os heróis, por sugestão de Orfeu,

consagram?lhe a ilha e oferecem?lhe um sacrifício.

Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão,

todos sentem idêntico terror, todos colaboram na

construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem

argonautas, se não existem mais testemunhas de tal

experiência?”

Os heróis puderam ver Apolo porque tinham seus

espíritos preparados para o que está além do terrestre e

imediato. Apolo é o patrono das artes, o deus da

inspiração, entre outras coisas. Em terra de gente que lê

sem ler, que ouve sem ouvir, que vê sem ver, ele costuma

permanecer invisível. Como no Brasil, cujos gestores e

políticos promovem apenas o entretenimento vazio,

relegando ao ostracismo a Educação e as Artes –

temerosos de que o eleitor venha a ser um dia capaz de

olhares altos e lúcidos como os dos argonautas...

 

(Ruy Espinheira Filho. Adaptado)

Segundo o final do texto, a falta de cultura do povo brasileiro