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#25009
Concurso
Brigada Militar-MS
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. Cargos Diversos
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. Bancas Diversas
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Português
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Em relação à pontuação do texto, assinale a opção correta.

 

O Brasil voltou a registrar dé? cits elevados 

nas transações correntes com o exterior, que 

contabilizam o movimento de mercadorias, rendas 

e serviços, entre os quais remessa de lucros e 

5 dividendos, o pagamento e recebimento de juros, 

o turismo, os fretes, os seguros, os aluguéis de 

equipamentos, os royalties pelo uso de marcas 

e patentes, os direitos autorais etc. No passado, 

esse dé? cit provocaria grande apreensão entre 

10 os agentes econômicos. Agora, a divulgação 

desses dados sequer mexeu com as cotações no 

mercado de câmbio. A razão para essa mudança 

de comportamento dos mercados está na 

capacidade de a economia brasileira honrar seus 

compromissos no curto, médio e longo prazos.

 

 (O Globo, Editorial, 29/7/2010.)

#25006
Concurso
Polícia Militar-MS
Cargo
Soldado da Polícia Militar
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. Bancas Diversas
Matéria
Português
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médio
(1,0)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical inserido no texto.

 

 Queiram governantes ou não, há temas que se 

impõe(1) às agendas dos países, sob o risco de 

haver crises abissais(2). Por exemplo, se não forem 

feitos ajustes periódicos nas regras previdenciárias, 

para adaptá-las(3) ao novo per? l demográ? co da 

população, cuja tendência é o envelhecimento, as 

contas públicas serão tragadas por aposentadorias 

e pensões. A regra vale para o mundo, não se 

trata(4) de algum peculiar desvio de caráter deste 

ou daquele governo. Reformas como esta são 

politicamente difíceis, e por isso (5) costumam ser 

feitas em momentos especiais, nas crises ou quando 

chega ao poder alguém com visão de prazo mais 

longo e disposto a arriscar a popularidade em troca 

do lançamento de bases mais sólidas para o país.

 

(O Globo, 27/7/2010, com adaptações)

#25002
Concurso
Polícia Militar-MS
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Soldado da Polícia Militar
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. Bancas Diversas
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Português
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O problema dos engarrafamentos não é nem 

o número de carros, mas o de viagens e sua 

distância. Se dez carros fazem uma viagem de um 

quilômetro, eles geram o mesmo volume de um 

carro que percorre 10. A maneira mais elementar 

de coibir o volume de carros é a restrição ao 

estacionamento. Em todas as constituições do 

mundo, inclusive na brasileira, há muitos direitos, 

mas em nenhuma delas está previsto o direito 

ao estacionamento. Então não é um direito 

constitucional. Não há nada legal que exija que 

os governantes doem esse espaço da rua a quem 

tem carro. Esse espaço é de todos, das crianças, 

dos idosos, de quem não tem carro. Então a 

sociedade pode decidir que aquele espaço pode 

ser utilizado de outra forma.

 

(Adaptado da entrevista de Enrique Peñalosa, urbanista e ex-prefeito de Bogotá, a Ricardo Ampudia. Vida Simples, setembro 2012, edição 122)

Preservam-se a coerência de sentidos e a correção gramatical do texto com a retirada de

#24998
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Polícia Militar-MS
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Soldado da Polícia Militar
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. Bancas Diversas
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(1,0)

Assistir à televisão era algo especial, a começar pelo 

manuseio do aparelho. Frequentemente apenas uma pessoa ?

no geral, um adulto ? era competente para ligá-lo e regular a 

imagem. As crianças constituíam, desde o início, um segmento 

importante do público, mas ainda lhes era imposta certa distância do aparelho.

 

Introduzida nos lares, a televisão concedia prestígio social à família.

Mais que isso: a casa se tornava um centro de atração e convivência

para a vizinhança. Por isso, o público alvo incluía os televizinhos.

 

Havia ainda um misto de respeito e estranhamento diante da caixa

mágica e de seus mistérios. A posse do objeto que traz as imagens

para dentro de casa significava uma postura “moderna”, uma atitude

desinibida diante da nova tecnologia.

 

Antes do videoteipe (VT), a teledramaturgia transportava uma carga

de emoção que era única,semelhante à tensão típica de um espetáculo

teatral. O público recebia inconscientemente essa carga e participava

de algum modo dela. Se para Aracy Cardoso o uso do VT permite sobretudo

ao ator se ver e corrigir a interpretação, Roberto de Cleto enfatiza que a

introdução do vídeo teipe prejudicou a interpretação: perdia-se uma certa

eletricidade que emanava da interpretação ao vivo. A energia que vibrava

da vontade “de se fazer bem e certo, ao vivo” não estava mais presente.

 

As cartas dos leitores de revistas especializadas da época revelam que o

público se propunha a participar ativamente no desenvolvimento do

novo meio. Ele exercia a crítica com a intenção de modificar o que lhe

era apresentado: a programação, a escolha dos atores, a composição dos cenários.

 

 

(Adaptado de Marta Maria Klagsbrunn. “A telenovela ao vivo”.Sujeito, o lado oculto do receptor. S.Paulo: Brasiliense, 1995, p. 94-95)

No quarto parágrafo, são confrontadas duas posições opostas sobre o surgimento do videoteipe, que podem ser assim sintetizadas:

#24997
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(1,0)

Assistir à televisão era algo especial, a começar pelo 

manuseio do aparelho. Frequentemente apenas uma pessoa ?

no geral, um adulto ? era competente para ligá-lo e regular a 

imagem. As crianças constituíam, desde o início, um segmento 

importante do público, mas ainda lhes era imposta certa distância do aparelho.

 

Introduzida nos lares, a televisão concedia prestígio social à família.

Mais que isso: a casa se tornava um centro de atração e convivência

para a vizinhança. Por isso, o público alvo incluía os televizinhos.

 

Havia ainda um misto de respeito e estranhamento diante da caixa

mágica e de seus mistérios. A posse do objeto que traz as imagens

para dentro de casa significava uma postura “moderna”, uma atitude

desinibida diante da nova tecnologia.

 

Antes do videoteipe (VT), a teledramaturgia transportava uma carga

de emoção que era única,semelhante à tensão típica de um espetáculo

teatral. O público recebia inconscientemente essa carga e participava

de algum modo dela. Se para Aracy Cardoso o uso do VT permite sobretudo

ao ator se ver e corrigir a interpretação, Roberto de Cleto enfatiza que a

introdução do vídeo teipe prejudicou a interpretação: perdia-se uma certa

eletricidade que emanava da interpretação ao vivo. A energia que vibrava

da vontade “de se fazer bem e certo, ao vivo” não estava mais presente.

 

As cartas dos leitores de revistas especializadas da época revelam que o

público se propunha a participar ativamente no desenvolvimento do

novo meio. Ele exercia a crítica com a intenção de modificar o que lhe

era apresentado: a programação, a escolha dos atores, a composição dos cenários.

 

 

(Adaptado de Marta Maria Klagsbrunn. “A telenovela ao vivo”.Sujeito, o lado oculto do receptor. S.Paulo: Brasiliense, 1995, p. 94-95)

O texto enfatiza

#24994
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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada corretamente em:

#24993
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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Muito antes do modismo conservacionista, pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser ameaçado. .A transposição para a voz passiva da frase acima resultará na forma verbal:

#24992
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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Considerado o contexto, o segmento cujo sentido está adequadamente expresso em outras palavras é:

#24991
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Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Rubem Braga é caracterizado pelo autor como um:

#24990
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(1,0)

Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 

na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 

com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 

gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 

um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 

feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 

casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

 

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 

falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,

a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 

Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 

que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 

artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento

encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de

intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

 

À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 

franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 

fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se

alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada

sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 

manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre

compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao

pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.

 

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 

sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com

a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração

da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 

Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 

País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento

de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,

pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser

ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um

senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

 

 

(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. (1o parágrafo) A palavra empregada no texto que tem o mesmo sentido da grifada na frase acima é:

#24989
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(1,0)

Um ano de ausência

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo 
na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor 
com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá 
gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato 
um solitário. Precisava de ser só. Nisso, sua personalidade era 
feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos 
casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.
Nunca vi solitário de porta tão aberta. Nesse sentido, 
falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato,
a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. 
Talvez por isso nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, 
que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas 
artes ? a culinária e a literária. Sendo de um temperamento
encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de
intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.
À primeira vista, ou de longe, parecia, sim, o que os 
franceses chamam de um urso. Sempre metido consigo mesmo, 
fabricava o seu próprio mel. Espécie de ruminante, que se
alimentava da matula que traz de nascença. Fugia da cilada
sentimental, ou da emoção, pelo atalho do senso de humor. Sabia 
manejar a lâmina da ironia, nunca a usava a seco. Sempre
compensada por uma tirada de forte teor humano. Horror ao
pedantismo, à afetação. Não impostava a voz, nem a pena.
Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem 
sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com
a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração
da vida pulsava no seu coração. Era um ser livre e lírico. 
Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. 
País sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento
de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista,
pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser
ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um
senhor poeta, o cronista Rubem Braga.
(Adaptado de: Otto Lara Resende. Bom dia para nascer: crônicas publicadas na Folha de S.Paulo. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p. 259 e 260) 

Se considerarmos a substituição dos elementos grifados pelos elementos entre parênteses ao final da frase, o ver- bo que deverá permanecer no singular está em
#24984
Concurso
ANCINE
Cargo
Técnico Administrativo
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CEBRASPE-CESPE
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Noções de Informática
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Certo/Errado
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médio
(1,0)

Com relação a ambientes usados para a edição de textos e planilhas, julgue os itens a seguir.

 

Um documento elaborado no Microsoft Word 2010 pode ser convertido em um arquivo no formato pdf, o que impede que ele seja alterado.

#24983
Concurso
ANCINE
Cargo
Técnico Administrativo
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CEBRASPE-CESPE
Matéria
Noções de Informática
Tipo
Certo/Errado
Comentários
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médio
(1,0)

Com relação a ambientes usados para a edição de textos e planilhas, julgue os itens a seguir.

 

Em uma planilha do Microsoft Excel, para se selecionar uma linha inteira, é necessário clicar no título da linha, que é representado por um número; e, para a seleção de uma coluna inteira, deve-se clicar no título da coluna, que é representado por uma letra.

#24980
Concurso
ANCINE
Cargo
Técnico Administrativo
Banca
CEBRASPE-CESPE
Matéria
Gestão de Pessoas
Tipo
Certo/Errado
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(1,0)

A respeito do trabalho em equipe, julgue os itens subsecutivos.

 

As situações em que as pessoas simplesmente não colaboram entre si ou intencionalmente discordam sobre alguma questão em particular constituem exemplos de quebra de comunicação na equipe de trabalho.

#24977
Concurso
ANCINE
Cargo
Técnico Administrativo
Banca
CEBRASPE-CESPE
Matéria
Gestão de Pessoas
Tipo
Certo/Errado
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médio
(1,0)

A respeito do trabalho em equipe, julgue os itens subsecutivos.

 

O fato de dois colegas de trabalho procurarem chegar a uma solução comum para um problema interpessoal na equipe constitui exemplo de evitação de conflitos interpessoais.