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#90102
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São Paulo vai se recensear. O governo quer saber quantas pessoas governa. A indagação atingirá a fauna e a flora domesticadas. Bois, mulheres e algodoeiros serão reduzidos a números e invertidos em estatísticas. O homem do censo entrará pelos bangalôs, pelas pensões, pelas casas de barro e de cimento armado, pelo sobradinho e pelo apartamento, pelo cortiço e pelo hotel, perguntando: 

— Quantos são aqui? 
Pergunta triste, de resto. Um homem dirá: 
— Aqui havia mulheres e criancinhas. Agora, felizmente, só há pulgas e ratos. 
E outro: 
— Amigo, tenho aqui esta mulher, este papagaio, esta sogra e algumas baratas. Tome nota dos seus nomes, se quiser. Querendo levar todos, é favor... (...) 
E outro: 
— Dois, cidadão, somos dois. Naturalmente o sr. não a vê. Mas ela está aqui, está, está! A sua saudade jamais sairá de meu quarto e de meu peito! 

Rubem Braga. Para gostar de ler. v. 3. São Paulo: Ática, 1998, p. 32-3 (fragmento). 

O fragmento acima, em que há referência a um fato sócio-histórico — o recenseamento —, apresenta característica marcante do gênero crônica ao

  • a) expressar o tema de forma abstrata, evocando imagens e buscando apresentar a idéia de uma coisa por meio de outra.
  • b) manter-se fiel aos acontecimentos, retratando os personagens em um só tempo e um só espaço.
  • c) contar história centrada na solução de um enigma, construindo os personagens psicologicamente e revelando-os pouco a pouco.
  • d) evocar, de maneira satírica, a vida na cidade, visando transmitir ensinamentos práticos do cotidiano, para manter as pessoas informadas.
  • e) valer-se de tema do cotidiano como ponto de partida para a construção de texto que recebe tratamento estético.
#90101
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Reclame


Se o mundo não vai bem

a seus olhos, use lentes

... ou transforme o mundo

 

ótica olho vivo

agradece a preferência


CHACAL et al. Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006.


Chacal é um dos representantes da geração poética de 1970. A produção literária dessa geração, considerada marginal e engajada, de que é representativo o poema apresentado, valoriza

  • a) o experimentalismo em versos curtos e tom jocoso.
  • b) a sociedade de consumo, com o uso da linguagem publicitária.
  • c) a construção do poema, em detrimento do conteúdo.
  • d) a experimentação formal dos neossimbolistas.
  • e) o uso de versos curtos e uniformes quanto à métrica.
#90100
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O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um dos mais valorizados no mundo artístico, tanto em termos financeiros quanto históricos, criou a obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à pequena cidade basca de mesmo nome. A obra, feita para integrar o Salão Internacional de Artes Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa, chegando aos EUA e instalando-se no MoMA, de onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista apresenta elementos plásticos identificados pelo

  • a) painel ideográfico, monocromático, que enfoca várias dimensões de um evento, renunciando à realidade, colocando-se em plano frontal ao espectador.
  • b) horror da guerra de forma fotográfica, com o uso da perspectiva clássica, envolvendo o espectador nesse exemplo brutal de crueldade do ser humano.
  • c) uso das formas geométricas no mesmo plano, sem emoção e expressão, despreocupado com o volume, a perspectiva e a sensação escultórica.
  • d) esfacelamento dos objetos abordados na mesma narrativa, minimizando a dor humana a serviço da objetividade, observada pelo uso do claro-escuro.
  • e) uso de vários ícones que representam personagens fragmentados bidimensionalmente, de forma fotográ­ fica livre de sentimentalismo.
#90099
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SIMULADO 6459 ESPANHOL QUESTAO 24

A poesia de Gilka Machado identifica-se com as concepções artísticas simbolistas. Entretanto, o texto selecionado incorpora referências temáticas e formais modernistas, já que, nele, a poeta

  • a) procura desconstruir a visão metafórica do amor e abandona o cuidado formal.
  • b) concebe a mulher como um ser sem linguagem e questiona o poder da palavra.
  • c) questiona o trabalho intelectual da mulher e antecipa a construção do verso livre.
  • d) propõe um modelo novo de erotização na lírica amorosa e propõe a simplificação verbal.
  • e) explora a construção da essência feminina, a partir da polissemia de “língua” , e inova o léxico.
#90098
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SIMULADO 6459 ESPANHOL QUESTAO 23

Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é

  • a) abordado subliminarmente, por meio de expressões como “coração arlequinal” que, evocando o carnaval, remete à brasilidade.
  • b) verificado já no título, que remete aos repentistas nordestinos, estudados por Mário de Andrade em suas viagens e pesquisas folclóricas.
  • c) lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões como “Sentimentos em mim do asperamente” (v. 1), “frio” (v. 6), “alma doente” (v. 7), como pelo som triste do alaúde “Dlorom” (v. 9).
  • d) problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde (civilizado), apontando a síntese nacional que seria proposta no Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade.
  • e) exaltado pelo eu lírico, que evoca os “sentimentos dos homens das primeiras eras” para mostrar o orgulho brasileiro por suas raízes indígenas.
#90097
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SIMULADO 6459 ESPANHOL QUESTAO 22

Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável incorporam-se cada vez mais ao fazer artístico, em consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra Bastidores, percebe-se a

  • a) utilização de objetos do cotidiano como tecido, bastidores, agulha, linha e fotocópia, que tornam a obra de abrangência regional.
  • b) ruptura com meios e suportes tradicionais por utilizar objetos do cotidiano, dando-lhes novo sentido condizente.
  • c) apropriação de materiais e objetos do cotidiano, que conferem à obra um resultado inacabado.
  • d) apropriação de objetos de uso cotidiano das mulheres, o que confere à obra um caráter feminista.
  • e) aplicação de materiais populares, o que a caracteriza como obra de arte utilitária.
#90096
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SIMULADO 6459 ESPANHOL QUESTAO 21

A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 60 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios. Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado.

Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010 (adaptado).

 

A reportagem e a fotografia apresentam os móveis elaborados pelo artista Sérgio Rodrigues, com um estilo que norteou o pensamento de uma geração, desafiando a arte a

  • a) evidenciar um novo conceito estético por meio de formas e texturas inovadoras.
  • b) adaptar os móveis de Brasília aos modelos das escolas europeias do início do século XX.
  • c) elaborar a decoração dos palácios da nova capital do Brasil com conceitos de linha e perspectiva.
  • d) projetar para os palácios e edifícios da nova capital do Brasil a beleza do mobiliário típico de Minas Gerais.
  • e) criar o mobiliário para a capital do país com base no luxo e na riqueza dos edifícios públicos brasileiros.
#90095
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O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem

de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.

Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz

por trás de sua casa se chama enseada.

Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia

uma volta atrás da casa.

Era uma enseada.

Acho que o nome empobreceu a imagem.

BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2001.

 

Manoel de Barros desenvolve uma poética singular, marcada por “narrativas alegóricas”, que transparecem nas imagens construídas ao longo do texto. No poema, essa característica aparece representada pelo uso do recurso de

  • a) resgate de uma imagem da infância, com a cobra de vidro.
  • b) apropriação do universo poético pelo olhar objetivo.
  • c) transfiguração do rio em um vidro mole e cobra de vidro.
  • d) rejeição da imagem de vidro e de cobra no imaginário poético.
  • e) recorte de elementos como a casa e o rio no subconsciente.
#90094
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Camelôs

Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão: 
O que vende balõezinhos de cor 
O macaquinho que trepa no coqueiro 
O cachorrinho que bate com o rabo 
Os homenzinhos que jogam boxe 
A perereca verde que de repente dá um pulo que 
engraçado 
E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa 
alguma.

Alegria das calçadas 
Uns falam pelos cotovelos: 
— “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu filho, vai 
buscar um 
pedaço de banana para eu acender o charuto. 
Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”

Outros, coitados, têm a língua atada.

Todos porém sabem mexer nos cordéis como o tino 
ingênuo de 
demiurgos de inutilidades.
E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da 
meninice... 
E dão aos homens que passam preocupados ou tristes 
uma lição de infância.

BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque

  • a) realiza um inventário dos elementos lúdicos tradicionais da criança brasileira.
  • b) promove uma reflexão sobre a realidade de pobreza dos centros urbanos.
  • c) traduz em linguagem lírica o mosaico de elementos de significação corriqueira.
  • d) introduz a interlocução como mecanismo de construção de uma poética nova.
  • e) constata a condição melancólica dos homens distantes da simplicidade infantil.
#90093
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Talvez pareça excessivo o escrúpulo do Cotrim, a quem não souber que ele possuía um caráter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inventário de meu pai. Reconheço que era um modelo. Arguíam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais. A prova de que o Cotrim tinha sentimentos pios encontrava-se no seu amor aos filhos, e na dor que padeceu quando morreu Sara, dali a alguns meses; prova irrefutável, acho eu, e não única. Era tesoureiro de uma confraria, e irmão de várias irmandades, e até irmão remido de uma destas, o que não se coaduna muito com a reputação da avareza; verdade é que o benefício não caíra no chão: a irmandade (de que ele fora juiz) mandara-lhe tirar o retrato a óleo. 

A SSIS, M. Memórias póstum as de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992.

Obra que inaugura o Realismo na literatura brasileira, Memórias póstumas de Brás Cubas condensa uma expressividade que caracterizaria o estilo machadiano: a ironia. Descrevendo a moral de seu cunhado, Cotrim, o narrador-personagem Brás Cubas refina a percepção irônica ao

  • a) acusar o cunhado de ser avarento para confessar-se injustiçado na divisão da herança paterna.
  • b) atribuir a “efeito de relações sociais” a naturalidade com que Cotrim prendia e torturava os escravos.
  • c) considerar os “sentimentos pios” demonstrados pelo personagem quando da perda da filha Sara.
  • d) menosprezar Cotrim por ser tesoureiro de uma confraria e membro remido de várias irmandades.
  • e) insinuar que o cunhado era um homem vaidoso e egocêntrico, contemplado com um retrato a óleo.
#90092
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Psicologia de um vencido 

Eu, filho do carbono e do amoníaco, 
Monstro de escuridão e rutilância, 
Sofro, desde a epigênesis da infância, 
A influência má dos signos do zodíaco. 

Profundíssimamente hipocondríaco, 
Este ambiente me causa repugnância... 
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia 
Que se escapa da boca de um cardíaco. 

Já o verme — este operário das ruínas — 
Que o sangue podre das carnificinas 
Come, e à vida em geral declara guerra, 

Anda a espreitar meus olhos para roê-los, 
E há de deixar-me apenas os cabelos, 
Na frialdade inorgânica da terra! 


ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como

  • a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.
  • b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e rutilância” e “influência má dos signos do zodíaco”.
  • c) a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância” e “frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do homem.
  • d) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética, e o desconcerto existencial.
  • e) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.
#90091
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Vida obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, 
ó ser humilde entre os humildes seres, 
embriagado, tonto de prazeres, 
o mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste no silêncio escuro 
a vida presa a trágicos deveres 
e chegaste ao saber de altos saberes 
tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém te viu o sentimento inquieto, 
magoado, oculto e aterrador, secreto, 
que o coração te apunhalou no mundo,

Mas eu que sempre te segui os passos 
sei que cruz infernal prendeu-te os braços 
e o teu suspiro como foi profundo!

SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961.

Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma sensibilidade em conflito com a realidade vivenciada. No soneto, essa percepção traduz-se em

  • a) sofrimento tácito diante dos limites impostos pela discriminação.
  • b) tendência latente ao vício como resposta ao isolamento social.
  • c) extenuação condicionada a uma rotina de tarefas degradantes.
  • d) frustração amorosa canalizada para as atividades intelectuais.
  • e) vocação religiosa manifesta na aproximação com a fé cristã.
#90090
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Soneto 
Oh! Páginas da vida que eu amava, Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!... Ardei, lembranças doces do passado! Quero rir-me de tudo que eu amava! 
E que doido que eu fui! como eu pensava Em mãe, amor de irmã! em sossegado Adormecer na vida acalentado Pelos lábios que eu tímido beijava! 
Embora — é meu destino. Em treva densa Dentro do peito a existência finda Pressinto a morte na fatal doença! 
A mim a solidão da noite infinda! Possa dormir o trovador sem crença. Perdoa minha mãe — eu te amo ainda! 
AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996 
A produção de Álvares de Azevedo situa-se na década de 1850, período conhecido na literatura brasileira como Ultrarromantismo. Nesse poema, a força expressiva da exacerbação romântica identifica-se com o(a)

  • a) amor materno, que surge como possibilidade de salvação para o eu lírico.
  • b) saudosismo da infância, indicado pela menção às figuras da mãe e da irmã.
  • c) construção de versos irônicos e sarcásticos, apenas com aparência melancólica.
  • d) presença do tédio sentido pelo eu lírico, indicado pelo seu desejo de dormir.
  • e) fixação do eu lírico pela ideia da morte, o que o leva a sentir um tormento constante.
#90089
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Abrimos o Brasil a todo o mundo: mas queremos que o Brasil seja Brasil! Queremos conservar a nossa raça, a nossa história, e, principalmente, a nossa língua, que é toda a nossa vida, o nosso sangue, a nossa alma, a nossa religião. 
BILAC, O. Últimas conferências e discursos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1927 
Nesse trecho, Olavo Bilac manifesta seu engajamento na constituição da identidade nacional e linguística, ressaltando a

  • a) transformação da cultura brasileira.
  • b) religiosidade do povo brasileiro.
  • c) abertura do Brasil para a democracia.
  • d) importância comercial do Brasil.
  • e) autorreferência do povo como brasileiro.
#90088
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Cena

 

O canivete voou

E o negro comprado na cadeia

Estatelou de costas

E bateu coa cabeça na pedra

 

ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001.

 

O Modernismo representou uma ruptura com os padrões formais e temáticos até então vigentes na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos, o que caracteriza o poema Cena como modernista é o(a)

  • a) construção linguística por meio de neologismo.
  • b) estabelecimento de um campo semântico inusitado.
  • c) configuração de um sentimentalismo conciso e irônico.
  • d) subversão de lugares-comuns tradicionais.
  • e) uso da técnica de montagem de imagens justapostas.